Economista Samuel Pessôa Alerta Sobre Dívida Pública e Propõe Reformas Urgentes

Economista Samuel Pessôa Alerta Sobre Dívida Pública e Propõe Reformas Urgentes

Economista Destaca Desafios Fiscais do Brasil

Samuel Pessôa, renomado economista brasileiro, soou o alarme sobre as políticas fiscais atuais do país, alertando para um possível aumento da dívida pública para 84% do PIB até 2026. Esta projeção representa um aumento de 12 pontos percentuais em relação à situação herdada pelo presidente Lula. Pessôa destacou a presença de um déficit primário estrutural entre 0,5% e 1% do PIB e enfatizou a necessidade urgente de alcançar um superávit primário de 1,5% a 2% do PIB, o que significaria cerca de R$ 250 bilhões anuais.

Para atingir esse objetivo, Pessôa sugere uma série de medidas que incluem o congelamento do crescimento real dos benefícios sociais, a indexação das leis de gasto mínimo à inflação e a implementação de privatizações agressivas, com destaque para a Petrobras. Ele argumenta que essas reformas poderiam reduzir a taxa de juros neutra, diminuir prêmios de risco, fortalecer a moeda e criar um ciclo econômico favorável.

Reformas Estruturais Como Prioridade

O economista é contrário a abordagens fiscais graduais, alertando que a continuidade de um gradualismo poderia levar à desvalorização cambial, com o dólar potencialmente chegando a R$ 7,00-7,50, além de gerar pressões inflacionárias. Apesar das preocupações com uma possível recessão, Pessôa acredita que as reformas não desencadeariam uma contração econômica, já que a redução das taxas de juros compensaria os ajustes nos gastos.

Pessôa também pontuou que as altas taxas de juros atuais tornam inviáveis projetos de infraestrutura e hipotecas, o que torna ações ousadas uma prioridade para promover o crescimento. Ele ainda ressalta a importância do próximo presidente em perseguir reformas estruturais, devido ao aumento das pressões do mercado caso a disciplina fiscal continue a ser adiada.

Em um cenário onde o mercado impõe austeridade, Pessôa alerta para a urgência dessas reformas e realça a importância de se tomar medidas agora para garantir um futuro econômico sustentável. A mensagem foi clara: para evitar um futuro de austeridade forçada pelo mercado, o Brasil precisa de ação decidida e coordenada.

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